ARTE TUMULAR

Existe um tipo de arte que poucas pessoas conhecem, a chamada arte tumular. Deixando-se de lado o preconceito e a superstição, encontraremos nos cemitérios, trabalhos esculpidos em granito, mármore e bronze de artistas famosos. É um verdadeiro acervo escultórico e arquitetônico a céu aberto, guardando os restos mortais de muitas personalidades imortais de nossa história.
Este espaço destacará as obras contidas no mais antigo cemitério de São Paulo, o da Consolação, que abriga uma infinidade de esculturas e obras arquitetônicas, que sem sombras de dúvidas, representam um museu a céu aberto, onde a morte se torna um grande espetáculo da vida neste lugar de maravilhosas obras de arte e de grande valor histórico e cultural, através da representação, a simbologia de saudades, amor, tristeza, nobreza, respeito, inocência, s0frimento, dor, reflexão, arrependimento, dá sentido às vidas passadas. No cemitério , a arte tumular é uma forma de cultura preservada no silencio e que não deverá ser temida, mas sim contempladas.



CEMITÉRIO DA CONSOLAÇÃO

FUNDAÇÃO

Foi criado em 15 de agosto de 1858, inicialmente com o nome de Cemitério Municipal. Naquela época, a cidade de São Paulo se resumia no triangulo formado pelas atuais ruas XV de novembro, São Bento e Direita. O resto era só mato, onde dominavam chácaras e plantações. Dos fundos do Palacete do Carmo da Marquesa de Santos, próximo ao Pateo do Colégio, avistava-se a várzea do rio Tamanduatei (Parque D.Pedro I) que serpenteava com as suas águas piscosas muito próximo ao Pateo do Colégio.
Os mortos, era costume na época serem enterrados nas Igrejas e suas proximidades, considerado solo sagrado, o que garantiria que a alma do morto iria para o paraíso. Esse trabalho era de responsabilidade da Santa Casa de Misericórdia, considerado esse um ato de misericórdia final.

Alguns moradores começaram a queixar-se do mau cheiro que começava a surgir em alguns pontos cruciais da cidade, pela falta de espaço para o enterramento dos mortos e aventava-se a hipótese da criação de um local próprio para o enterramento ( cemitério), que ia de confronto direto com a Igreja que era contra. Desde o Século XVIII, médicos ligados a higiene eram contra esse habito, pois afirmavam que isso era muito perigoso à saúde, porem entravam em confronto direto com a Igreja arraigada a crenças e tabus difíceis de serem modificados.

Finalmente, depois de muitos debates, decidiu-se construir o primeiro Cemitério de São Paulo, nos Altos da Consolação, situada depois da várzea do Anhangabaú, perto dos Caminhos das Bandeiras (Ladeira da Memória) e nas margens da antiga Estrada dos Pinheiros. Esse local seria perfeito para o cemitério devido a sua altura, com muitos ventos e bem longe da cidade. Outro fator importante é que a maioria das terras eram de domínio publico e as outrasde chacareiros. O Município se encarregou de adquirir essas terras para realizar a empreitada. A própria MARQUESA DE SANTOS (Maria Domitila de Castro Canto e Mello), além de doar terras, doou uma grande importância em dinheiro para a construção da Capela do cemitério. Foi desse modo, que num terreno de mais de 70 mil metros quadrados, surgiria o primeiro cemitério da Cidade de São Paulo, o da CONSOLAÇÃO.


CEMITÉRIO DOS PROTESTANTES

Em 11.02.1864, foi construído o Cemitério dos Protestantes, para o sepultamento dos acatólicos. Em 12.11.1868, surge o Cemitério da Venerável Ordem Terceira de N.Senhora do Carmo. Fazendo de um modo geral, parte do Cemitério da Consolação.
Poucos lugares despertam tanto sentimentos como o cemitério. Um passeio entre anjos de mármores, esculturas em bronze e cruzes em granito, sentimos no caminho, o envolvimento de um impressionante silêncio, respeito e paz. Paradoxalmente, o Cemitério está encravado bem no Centro da cidade de São Paulo, rodeado por altos edifícios e pelo transito caótico da cidade, fato este que intrigam os visitantes, pois assim que ultrapassam os seus muros, são envolvidos por alamedas arborizadas e o silêncio, onde se esquece da vida, na cidade dos mortos.



27 de jan de 2009

AFONSO ARINO DE MELO FRANCO-Arte Tumular - 39 - Cemitério da Consolação, São Paulo




ARTE TUMULAR
Base tumular em dois níveis, composta por uma cruz latina em granito na parte central no nível mais alto, tendo na base uma formação piramidal com pedras de mármore de carrara de vários tamanho representando a ancoragem da cruz. Sobre essa formação de pedras há um ramo de palma, também em mármore, representando a glória e o êxito sobre a morte. Nas laterais de ambos os lados, um pilar serve como base para um vaso de bronze, ladeando a cruz. O vaso vazio, na linguagem tumular representa a separação da alma do corpo. Ainda ladeando a cruz uma floreira. No nível mais baixo, que corresponde a frente do túmulo, quatro pilares nos francos suportam na parte lateral uma "grade" tubular em bronze que protege o túmulo. Na parte anterior ancorado pela parte tubular, um gradil decorado com as iniciais do nome do escritor. Na base inferior, placas em mármore dão acesso ao túmulo.AUTOR DA OBRA: Jean Marie Joseph Magrou (J.Marie Magrou)(Béziers,França,1869-1936)
LOCAL:Rua 12, terrenos 19 e 20
Foto: PMSP-Secret.Cultura, Sandro Fortunato
Descrição tumular: HRubiales
039

PERSONAGEM
Afonso Arinos de Melo Franco (Paracatu, 1 de maio de 1868 — Barcelona, 19 de fevereiro de 1916) foi um jornalista, escritor e jurista brasileiro. Ocupou a cadeira nº 40 da Academia Brasileira de Letras.
Morreu aos 48 anos de idade
BIOGRAFIA
Foi filho de Virgílio de Melo Franco e de Ana Leopoldina de Melo Franco.
Iniciou o curso de direito em 1885 em São Paulo. Concluído os estudos quatro anos mais tarde, mudou-se com a família para Ouro Preto, na ocasião capital do Estado de Minas Gerais, onde lecionou história do Brasil no Liceu Mineiro. Tornou-se um dos fundadores da Faculdade de Direito de Minas Gerais, passando a lecionar Direito Criminal. Teve papel de pioneiro nas tendências regionalistas na literatura brasileira, pela orientação que prevaleceu em seus contos, decorrentes de vivências em contato com o meio. Teve vários trabalhos publicados na Revista do Brasil e na Revista Brasileira durante a década de 1890. Monarquista, em 1897, na época da guerra de Canudos, assumiu a direção do jornal Comércio de São Paulo, no qual fez a campanha pela restauração da monarquia.
Membro da Academia Brasileira de Letras (1901). Foi eleito para a cadeira nº 40 da Academia Brasileira de letras em 31 de dezembro de 1901, sendo recebido em 18 de setembro de 1903 pelas mãos do acadêmico Olavo Bilac.
Morou no fim da vida em Paris, mas sem desligar-se das raízes interioranas brasileiras. Era tio do outro famoso Afonso Arinos de Melo (sobrinho). Suas mais importantes publicações foram: Pelo sertão (1898), Os jagunços (1898) e a coletânea de artigos Notas do dia (1900). Postumamente ainda foram publicadas: O contratador de diamantes (1917), A unidade da pátria (1917), Lendas e tradições brasileiras (1917), O mestre de campo (1918) e os contos Histórias e paisagens (1921).
MORTE
Adoeceu durante uma viagem de navio à Europa, vindo a falecer na Espanha.
Fonte:pt.wikipedia.org
Formatação e pesquisa: HRubiales

26 de jan de 2009

TREVISOLI 'Família-Obra: Lenda Grega-Arte Tumular- 38 - Cemitério da Consolação, São Paulo





Vista frontal


Eurídice


Orfeu visto de frente

Orfeu visto por tras

Orfeu visto do lado esquerdo

Orfeu visto do lado direito

Orfeu tangendo a lira

Eurídice

Vista frontal do lado direito




ARTE TUMULAR
Ampla base tumular formando o conjunto escultórico em granito e bronze. Representa uma passagem da “Lenda Grega”, onde mostra Orfeu, filho de Apolo e de Caliope e da ninfa Eurídice. O cenáculo tumular mostra Orfeu, poeta e músico, curvado sobre o seu joelho, totalmente nu, num momento de expressiva dor e lamento, tangendo a sua lira com a qual encantava os animais e as plantas, tentando trazer de volta à vida a sua esposa Eurídice, que está logo acima deitada, em outro nível da base tumular, com vestes muito fina. Na cena , a serpente sobre o corpo de Eurídice tem relação com a morte. Sua morte fora ordenada pelo rei dos infernos, conta a mitologia grega. Todo o segmento superior onde ela está deitada, tem alegorias de anjos, também em bronze. No nível inferior, nos lados, duas cabeça da Medusa com as serpentes encaracolando a sua cabeça, esculpida no granito.
A riqueza dos detalhes do bronze e dos diversos níveis do granito, representa uma das maiores obras em arte tumular contidas no cemitério. A obra é tão majestosa que ocupa três terrenos. O artista procurou usar emoção sensual E grande vigorexpressionista
TITULO DA OBRA:Lenda Grega
AUTOR:Nicola Rollo (Bari, Itália,1887- São Paulo, 1970)
LOCAL: Quadra 83, terrenos de 29 a 31
FOTOS: Larissa (Flickr), skyscrapercity.com, artexplorer e Regina Simões

Descrição Tumular: HRubiales

PERSONAGEM
Sabe-se apenas que pertence a Familia Trevisoli. Depois de exaustiva busca não foi possível determinar a origem. (A pesquisa continua)
Formatação e pesquisa:HRubiales


CONDE DE S.JOAQUIM-Arte Tumular- 37 - Cemitério da Consolação, São Paulo



Vista frontal


Vista lateral direita


Anjo encimando a capela


Detalhe


Detalhe
ARTE TUMULAR
Complexo escultórico em mármore de carrara em forma de capela em estilo gótico. Na parte frontal dois pilares finos, um de cada lado forma o pórtico do mausoléu e que sobressaem na cobertura; com uma porta em bronze decorada, em forma de ogiva. Sobre o pórtico um relevo alegórico identifica o mausoléu, com o nome do conde.
O portal termina com uma cobertura em formato triangular, destacando-se a rosácea típica das catedrais góticas, na parte frontal. De cada lado elevam-se pequenos pináculos ricamente decorados, completando a beleza da arquitetura. No topo da cobertura na parte frontal, encimando o portal, ergue-se a escultura de um anjo todo em mármore com as asas elevadas e com as mãos juntas ao corpo segurando uma guirlanda de flores, símbolo da vitória e o êxito sobre a morte . O autor fez com que o anjo parecesse flutuar no espaço com o corpo ereto e uma expressão de consternação e respeito nesse momento de extrema dor.
Fotos: skyscrapercity.com/showthead.phf, Yuri Alexander, Simone (Picasaweb)
Descrição tumular:Helio Rubiales

PERSONAGEM
Joaquim Lopes Lebre, ( Aguim, concelho de Anadia, Portugal, 18 de Agosto de 1834- São Paulo, 18 de anril de 1909), foi capitalista e negociante em São Paulo e casado com Rita Rodovalho.
Morreu aos 75 anos de idade.
BIOGRAFIA
Filho de Joaquim Lopes Lebre e D. Bernarda do Coração de Jesus. Embarcou em Lisboa no dia 11 de Fevereiro de 1853, com destino ao Rio de Janeiro, onde se demorou pouco tempo, partindo em seguida para a capital da província de S. Paulo, onde encetou e seguiu a carreira comercial, conseguindo à força de assíduo trabalho e incontida probidade ver coroadas as suas legítimas aspirações, tendo sido um dos principais negociantes e proprietários da cidade de S. Paulo, e sendo o seu nome bem quisto e respeitado por todas as classes sociais. Ao seu prestígio social, à sua índole profundamente caritativa e generosa deve a colônia portuguesa de S. Paulo a realização do importante edifício, em que funciona o Hospital da Sociedade Portuguesa de beneficência, sob a denominação de hospital de S. Joaquim.
Além desse importantíssimo serviço, muitos atos tem prestado, que lhe conquistaram a benemerência pública, associando-se entusiasticamente a todas as idéias patrióticas e humanitárias, e pondo sempre com a maior largueza a sua bolsa e serviços em favor dos desfavorecidos da sorte.
Joaquim Lopes Lebre foi agraciado pelo rei de Portugal em carta régia de 28 de Novembro de 1879 com o titulo de Barão de S. Joaquim, e em 22 de Março de 1881 a de Visconde do mesmo nome.
Fonte: Fragmentos na internet
Formatação e pesquisa:Helio Rubiales

Reformatado: 02.12.2009

RICARDO NAMI JAFET-Obra: Návio Imaginário-Arte Tumular- 37 - Cemitério da Consolação, São Paulo













ARTE TUMULAR
Ousado conjunto escultórico em granito marrom polido e estatuário em bronze em estilo art-nouveau. Sobre a base retangular de granito, um navio imaginário flutua no espaço. Figuras femininas jovens, seminuas, com os seios expostos, apenas com uma túnica fina, colada ao corpo, representam almas ondulantes projetando-se num espaço em movimento, em várias posições, como se procurassem ou tentassem agarrar algo. Varias outras figuras femininas circundando os dois lados do tumulo. Flores aparecem no casco do navio, simbolizando a pureza. Do lado direito do túmulo, uma mulher segurando pelos braços uma criança representa a família, retratando a viuvez e a orfandade. Do lado esquerdo, outras esculturas femininas representando a caridade, o amparo e a pobreza. Na parte posterior um magnífico portal em bronze maciço com um relevo de um anjo. De cada lado do portal, um anjo, cada um com o braço erguido, seguram juntos uma pira em chamas, representando a glória. Em destaque, encimando o conjunto, sobre uma base de granito representando um esquife, uma figura feminina, na exuberância da sua jovialidade, aparece quase deitada, mantendo o cotovelo apoiado sobre o granito, enquanto a sua mão apóia o rosto, parecendo contemplar o infinito, representando a saudades. Na parte frontal inferior, dentro de um nicho circular, o busto em bronze do empresário, com um livro na mão, representando o professorado.
Nota-se neste trabalho que o autor recebeu influencias de Augusto Rodin, a mais alta expressão da estatuária do século XIX, dando um acabamento mais aprimorado ao rosto e as mãos de suas figuras, permanecendo o corpo como inacabado. É importante destacar que quase não aparece emendas nas esculturas.
TÍTULO DA OBRA: Navio imaginário
AUTOR: Materno Garibaldi
LOCAL: Rua 37, terreno 11 e 12
Fotos: Artexplorer, Skyscrapercity.com, Sergio TS
Descrição Tumular:Helio Rubiales




PERSONAGEM
Reicardo Nami Jafet (São Paulo, 26 de novembro de 1907- Cleveland,Ohaio,USA,19 de março de 1958) filho de Nami Jafet e de Afife Jafet.

BIOGRAFIA
Foi casado com Neli Maluf Jafet. Formado pela Faculdade de Direito da Universidade do Rio de Janeiro, em 1930, seis anos depois fundou a Mineração Geral do Brasil para explorar jazidas de ferro, manganês, cromo, carvão e ouro. Posteriormente, fundaria também a Usina Siderúrgica de Moji das Cruzes e a Empresa Internacional de Transportes.
Tendo apoiado financeiramente a campanha vitoriosa de Getúlio Vargas para a presidência da República em 1950, teve seu nome cogitado para ocupar o Ministério da Fazenda, que seria afinal atribuída a Horácio Lafer. Com o início do novo governo, foi nomeado presidente do Banco do Brasil e tomou posse em janeiro de 1951.
Propondo-se a promover uma política de expansão do crédito, Ricardo Jafet logo incompatibilizou-se com Lafer, que defendia uma política antiinflacionária. Por outro lado, a partir de 1952 a oposição a Vargas passou a denunciar o que classificava de favoritismo na concessão de créditos ao jornal Última Hora, de propriedade de Samuel Wainer, criado com o objetivo de apoiar o presidente, visto que a maioria dos grandes diários se opunha a seu governo. Quando da fundação do jornal, o Banco do Brasil concedera empréstimo a Wainer destinado à compra de equipamentos mediante a caução de contratos de publicidade. A campanha contra o que se chamava de "escândalo da Última Hora" acabou por transformar-se num dos fatores de agravamento da crise do governo Vargas.
O desgaste ocasionado pelo empréstimo a Wainer e a incompatibilidade com Horácio Lafer, que chegou a sugerir a Vargas a demissão de Jafet, levou-o a deixar a presidência do Banco do Brasil em janeiro de 1953. Em abril constituiu-se uma comissão parlamentar de inquérito para investigar as relações entre o Banco do Brasil e a Última Hora. Em 1954 Jafet voltou a ser duramente atacado pela Tribuna da Imprensa, de Carlos Lacerda.

Funerais Do Comendador Nami Jafet - 1924 
Vídeo: Robson Camargo
 MORTE
Faleceu numa viajem que fazia em Cleveland,Ohaio,USA
Formatação e pesquisa: Helio Rubiales

25 de jan de 2009

TEODURETO DE CARVALHO- Obra: Solitudo-Arte Tumular - 35- Cemitériio da Consolação, São Paulo










ARTE TUMULAR
Escultura em granito natural, a representação da expressão do modernismo que chegava a São Paulona década de 1920. Essa escultura foi o primeiro nu feminino, colocado em 1922 no Cemitério da Consolação, onde se encontra a provocante "Solitudo": uma mulher em êxtase, sentada e com a cabeça voltada para traz, envolta num véu translúcido que mais realça suas formas exuberantes, seminudez mais forte porque é sugerida e não mostrada. Na lateral um tampo tumular em granito negro formando uma cruz.
TÍTULO DA OBRA: Solitudo
AUTOR: Francisco Leopoldo e Silva (Taubaté,S.Paulo,1879- São Paulo, 1948)
LOCAL: Rua 30, terreno 17
Fotos: flickriver.com, sandrofortunato.com, Artexplorer, galeria JP, Folha e PMSP
Descrição tumular:Helio Rubiales

PERSONAGEM
Teodureto de Carvalho, advogado , de família antiga de São Paulo e Minas Gerais. O pai de Teodureto, chamava-se Teodoro, foi chefe de polícia, Secretário da Agricultura e Senador Estadual.
(editar)
Fonte: Pesquisa Internet
Formatação e pesquisa:Helio Rubiales

MOACYR TOLEDO PIZA-Obra: Interrogação-Arte Tumular- 34 - Cemitério da Consolação, São Paulo






















ARTE TUMULAR
Base tumular em granito suportando uma imponente escultura expressionista em granito natural polido. Representa a figura de uma mulher sentada em toda a sua nudez, com as pernas cruzadas. Com a cabeça curvada junto ao braço direito, apóia o cotovelo sobre o joelho do mesmo lado. A mão esquerda mantém apoiada no solo, ligeiramente atrás do corpo. Próximo ao pé da perna direita há uma esfera. Essa composição escultural foi feita de tal maneira que representa um ponto de interrogação, por isso a obra é intitulada: "Interrogação" (veja a representação na foto). O autor, com o vigor da sua escultura num acentuado lirismo límpido, a inocência sensual de seus nus funerários expressa uma certa resistência da vida em face da morte, quis deixar para o observador um ar de dúvidas pelo fato ocorrido com o casal. Quatro bases de granito ladeiam o tumulo, apresentando na parte frontal o nome do sepultado.
TITULO DA OBRA: Interrogação
LOCAL: Quadra 82, terreno 1 e 2
AUTOR: Francisco Leopoldo e Silva (Taubaté,1879-São Paulo, 1948)
Fotos: Ivan Monticelli (close-up) e rbras75
Descrição tumular:HRubiales
034








PERSONAGEM
Moacyr Toledo Piza (São Paulo, 1891 – São Paulo, 25 de outubro de 1923), brilhante advogado e audaz escritor que toda São Paulo admirava.
Suicidou-se aos 32 anos de idade.
BIOGRAFIA
Era de família fina, sobrinho de senador, irmão de deputado, redator de vários jornais e ex-delegado de polícia nas cidades de Cruzeiro e Bragança . Foi também um poeta, terrível no verso satírico, boêmio, inseparável companheiro de mesa do poeta macarrônico Juó Bananére, do romancista Hilário Tácito (autor do grande sucesso de então, Madame Pommery) e de Voltolino, o ilustrador dos livros de Monteiro Lobato.
ÍNICIO DA TRAGÉDIA
Romilda Machiaverni, (Itália, 17 de outubro de 1902 – São Paulo, 25 de outubro de 1923) garota italiana que em 1904, aos 2 anos de idade chegou ao Brasil, desembarcou na São Paulo conservadora da década de 20, ex-costureira do Brás e ex-camareira de um hotelzinho na Rua Boa Vista, era dona de uma beleza estonteante. Cabelos curtos, 1,68 metro de altura, corpo frágil, um rosto aristocrático, lábios sempre pintados. Mas eram os seus olhos, aqueles olhos amendoados e dissimulados, que levaram dezenas de homens respeitados à loucura. Logo se tornou conhecida nas altas rodas paulistana como Nenê Romano, uma cortesã do luxo. Conquistou dezenas de fãs em São Paulo, incluindo nesta conta o presidente do Estado Washington Luís. A cortesã trabalhava numa casa na Rua Bento Freitas, no centro. Amada pelos homens, Nenê era simplesmente desprezada e odiada pelas mulheres da alta sociedade paulistana. Tanto que, em 1918, a cortesã levou uma navalhada no rosto, de dois capangas a mando da filha da poderosa fazendeira Maria Eugênia Junqueira - a garota ficou enciumada depois de ver seu preterido jogar um bilhetinho para Nenê no corso carnavalesco da Avenida Paulista.

COMO SE CONHECERAM?
Decidida a se vingar, Nenê procurou o combativo jornalista e advogado Moacyr de Toledo Piza, com a intenção de fazer andar um processo de indenização que se achava parado desde 1918, por injunções políticas. Apaixonaram-se. Ela, muito; ele, demais. Passaram dois anos assim, vagando pelas pensões, bares, teatros, restaurantes, arrabaldes, em automóveis alugados – ô vida! Era um amor apontado, daqueles recriminados nas conversas das famílias com um balançar de cabeças. Moacir não era rico; casar com tal pessoa em tal família, impossível. Com o tempo, a moça foi perdendo o entusiasmo, depois o amor, por fim o respeito. Começou a negligenciar a exclusividade que dedicara ao jornalista. Os amigos, penalizados com o estado do apaixonado, pensaram arranjar-lhe uma representação diplomática, tirá-lo da cidade, do país. Ele já não ia ao jornal, ausentara-se da banca de advogado. Ela, por fim, terminou a relação.
A TRAGÉDIA
Oito dias depois, no dia do aniversário dela, Moacir mandou-lhe de presente um faqueiro com um buquê de flores. Nenê recusou o presente. Moacir foi procurá-la, ela saía num carro de praça. Temendo uma cena na frente de casa, pediu que ele entrasse no automóvel. Pouco depois, na esquina da Rua Sergipe com a Avenida Angélica, dentro do carro, ele a matou com quatro tiros. O motorista voltou-se a tempo de ouvi-la dizer "Ai, Moacir", de vê-lo disparar um tiro no próprio coração e cair sobre ela. As amigas colocaram sobre o caixão dela o buquê de flores que ele havia mandado com o presente recusado.
Era uma época em que os homens, quando chegavam ao desatino de matar suas amadas, preferiam morrer com elas.
Fontes: Dimas de Oliveira Jr.-Diretor do curta metragem “Desatino” de 2008,
Ivan Ângelo (Revista Veja), Rodrigo Brancatelli (O Estado de S.Paulo)
Formatação e pesquisa:HRubiales

Reformatado:30.11.2009

24 de jan de 2009

FLÁVIO IMPÉRIO - Obra: Anjo Mensageiro-Arte Tumular - 33 - Cemitério da Consolação, São Paulo











Vista posterior



ARTE TUMULAR
Base tumular em granito marrom claro. Na parte frontal, portal em bronze com o nome do artista ao lado. Na parte superior outra base formando uma cruz sustenta uma magnífica escultura em bronze de um anjo com grandes asas e expressão serena e compenetrada no infinito. Em seus braços carrega uma figura feminina desfalecida e com a cabeça inclinada para trás. O anjo é representado voando, isso quer dizer na linguagem tumular que se trata de um “Anjo Mensageiro de Deus”, carregando e conduzindo o falecido para os céus.
AUTOR: Enrico Bianchi , artista italiano, deixou o seu toque de gênio esculpindo essa bela obra de arte em bronze. Suas esculturas são feitas com grande poder criativo e vigorosa forma plástica. A peça foi fundida na Fundição R. de Mingo.
LOCAL: Quadra 134, Terreno 31
Fotos: Sergio TS
Descrição tumular: Helio Rubiales

PERSONAGEM
Flávio Império (São Paulo, 19 de dezembro de 1935 — São Paulo, 7 de setembro de 1985) foi um cenógrafo, arquiteto e artista plástico brasileiro.
Morreu aos 49 anos de idade.
BIOGRAFIA
Flávio Império iniciou sua carreira em 1959 com a peça Morte e vida severina. Depois de ganhar uma bolsa de estudos na extinta Escola de Artesanato do Museu de Arte Moderna, ingressou na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAUUSP).
Com Gianfrancesco Guarnieri e Augusto Boal foi um dos fundadores do Teatro de Arena. Trabalhou também no Teatro Oficina e durante catorze anos deu aulas na Faculdade de Arquitetura da USP.
Arquiteto, professor de urbanismo, pintor e cenógrafo, Império era considerado um dos melhores cenógrafos que o teatro brasileiro já conheceu. No Teatro de Arena ele criou algumas cenografias importantes para os espetáculos Zumbi, Os Fuzis da Senhora Carrar, Arena conta Tiradentes e Roda Viva. Ao causar furor em 1968 com os espaços e figurinos provocadores que criou para o espetáculo "Roda Viva", Flávio mostrou ser um artista comprometido com o novo. Pela sua atuação política, foi preso pela ditadura militar.
Foi ele também quem criou cenários para grandes shows musicais exibidos em São Paulo na década de 70 como Rosa dos ventos com Maria Bethânia e "Falso Brilhante" com Elis Regina.
MORTE
Ele morreu às vésperas de completar 50 anos, no Hospital do Servidor Público Estadual, vitimado por uma infecção bacteriana nas meninges causada pela Aids.
Formatação e pesquisa : Helio Rubiales

ANTÔNIO CASTILHO DE 'ALCANTARA MACHADO' d'OLIVEIRA- Obra: Os Vencedores-Arte Tumular - 32 - Cemitério da Consolação, São Paulo










  



ARTE TUMULAR
Imponente conjunto escultórico ricamente decorado em mármore negro, composto por três níveis, sendo que os dois laterais como jardineiras e o central mais alto, sustentando uma magnífica escultura em bronze de dois corpos esplendidos, esguios, seminus, lançando-se no espaço, no correr da própria vida, tentando almejar a vitória final sobre a morte, esta grande sensação que é a liberdade na precocidade da vida. Aos pés a figura que passa a tocha acesa para o outro, o contato entre os corpos, o “escorregar” do primeiro sobre o segundo. Há cadeias, laços profundos; algo une estas duas figuras, num destino comum, o mesmo modo de caminhar, uma ânsia eterna de alcançarem o ponto de chegada que a figura vislumbra. Seu rosto vai à frente, só enxerga o caminho, enquanto o outro só percebe e se preocupa com a tocha, como quem brotasse do chão, saído das entranhas da terra, simbolizando a poética da morte, que é vivida e vencida ao mesmo tempo. Na parte frontal inferior, uma porta ricamente decorada em bronze dá acesso ao túmulo.
TÍTULO DA OBRA: "Os Vencedores"
AUTOR: Luigi Brizzolara (Chiavari, Itália 1868-Gênova 1937)
LOCAL: Rua 7, terreno 9 e 10
Fotos: Artexplore, flickriver.com, beatrix.pro.br
Descrição tumular: Helio Rubiales
032

PERSONAGEM
Antônio Castilho de Alcântara Machado d'Oliveira (São Paulo, 25 de maio de 1901 — Rio de Janeiro, 14 de abril de 1935) foi um jornalista, político e escritor brasileiro. Apesar de não ter participado da Semana de 1922, Alcântara Machado escreveu diversos contos e crônicas modernistas, além de um romance inacabado.
Morreu aos 34 anos de idade
BIOGRAFIA
De família ilustre, de advogados e escritores, formou-se em direito no ano de 1924, na Faculdade de Direito de São Paulo, onde o pai, também escritor, era professor. Porém, Alcântara nunca exerceria a profissão de jurista, preferindo aos dezenove anos iniciar a carreira de jornalista, na qual chegou mesmo a ocupar o cargo de redator-chefe do Jornal do Comércio.
Estreou-se na literatura primeiramente ao escrever críticas de peças de teatro para o jornal. No ano de 1925, viajou à Europa, onde já estivera quando criança, e de onde se inspirou para escrever crônicas e reportagens que viriam a dar origem ao seu primeiro livro, Pathé-Baby (primeiramente publicado em 1926), o qual recebeu um prefácio de Oswald de Andrade, este que estreitava os laços de amizade com Alcântara.
É interessante notar que, apesar de demonstrar traços marcadamente modernistas já desde essa primeira obra, composta de períodos curtos e rápidos de prosa urbana, o autor não havia participado da Semana de Arte Moderna de 1922.
A partir daí, escreveria diversos contos e crônicas modernistas, tomando parte, no ano de 1926, junto com A.C. Couto de Barros, na fundação da revista Terra Roxa e Outras Terras, também de viés modernista.

Em 1928, após a publicação da coletânea, uniu-se a Oswald de Andrade para fundarem a Revista de Antropofagia. Alcântara Machado, juntamente com Raul Bopp, foi co-diretor da revista no período de Maio de 1928 até a Fevereiro de 1929, ano este no qual lançou outra obra, de título Laranja da China.
Com outros escritores do movimento, ele investia a favor da rutura, contra a Literatura dos valores estilísticos clássicos, com vistas a desconstruir as convenções, desmoralizar, evoluir e acabar com a cultura preestabelecida, com o estilo rebuscado que até então vogava dentre os literatos do Brasil.
Na sua prosa, caminhou pela senda da experimentação, aberta por Mário e Oswald de Andrade, ao fazer uso duma linguagem leve, bem-humorada e espontânea, altamente influenciada pelo seu passado de jornalista. Talvez tenha sido um dos primeiros brasileiros a usar o elemento gráfico como expressão literária aplicada à prosa de temas urbanos do quotidiano.
PARCERIA COM MARIO DE ANDRADE
Juntou-se então, em 1931, com Mário de Andrade e dirigiram mais uma publicação, a Revista Nova. Nesse período de ebulição e transformações sociais e políticas, na época do chamado movimento constitucionalista, que, sucedendo à Revolução Paulista (1932), culminaria na elaboração da primeira constituição da República Nova em 1934, foi quando Alcântara ingressou na vida pública.
Foi continuar a exercer a carreira de crítico literário para o Rio, onde se candidatou ao cargo de deputado federal. Eleito, sequer chegou a ser empossado, dadas complicações duma cirurgia do apêndice.
MORTE
Devido as complicações da cirurgia faleceu na cidade do Rio de Janeiro, a 14 de Abril de 1935, deixando para trás, inacabado, o seu romance Mana Maria. Seu corpo foi sepultado no túmulo da família no Cemitério da Consolação,em São Paulo. O pai, o escritor e Jurista José de Alcântara Machado, que nunca se refez do forte abalo causado pela morte do filho,faleceu em 1941 e foi sepultado no mesmo túmulo.
Fonte:pt.wikipedia.org
Formatação e pesquisa:Helio Rubiales

Reformatado:01.12.2009

23 de jan de 2009

JOSÉ MARIA LISBOA- Arte Tumular - 31 - Cemitério da Consolação, São Paulo



ARTE TUMULAR
Base tumular quadrada em mármore branco sobrepostas em diferentes níveis e dimensões, tornando-se menor de baixo para cima. Sobre essa base ergue-se em formato retangular um pedestal que suporta uma construção de quatro pequenas colunas suportando uma cobertura encimada por uma cruz. Dentro dessa construção destaca-se um anjo alado. Na parte superior do pedestal com letras de bronze identifica o nome da Família. Logo abaixo um ramo de palma, também em bronze, representando a glória e o êxito sobre a morte.
LOCAL:Quadra 29, terreno 10 e 11
Descrição tumular:HRubiales

PERSONAGEM
José Maria Lisboa (Lisboa, 18 de março de 1838 - São Paulo, 20 de novembro de 1918) foi um jornalista luso-brasileiro.
Morreu aos 80 anos de idade.
BIOGRAFIA
Em Portugal, trabalhou no Diário de Notícias e em outros jornais menores. Vindo para o Brasil, deu continuidade à sua vida como tipógrafo e jornalista, radicando-se na cidade de São Paulo em 1856, sendo logo contratado pelo Correio Paulistano.
Depois dessa primeira experiência, trabalhou e ajudou a fundar vários periódicos. O mais importante deles foi o diário "A Província de São Paulo", fundado em 4 de janeiro de 1875, que mais tarde viria a chamar-se O Estado de S. Paulo e tornar-se um dos mais importantes jornais do Brasil.
A Província era dirigida por Francisco Rangel Pestana e Américo de Campos e tinha José Maria Lisboa como gerente e redator. Em 1884, Américo de Campos e José Maria Lisboa desligam-se do jornal. Alberto Sales substituiu Lisboa, passando a atuar como redator e tornado-se co-proprietário do jornal. Sales permaneceu ligado ao jornal até 1886 quando foi substituído por Júlio Mesquita.
Foi na 'A Província’ que José Maria Lisboa e Américo de Campos aproximaram-se.
Deixando A Província, Lisboa e Américo de Campos criaram seu próprio jornal a 8 de novembro de 1884, ao qual batizaram com o nome de Diário Popular. Foi então criada a tradicional logomarca do Diário Popular- em letras góticas, num negro chapado- que era uma reminiscência emocional de José Maria Lisboa ao Diário de Notícias português, onde ele começara sua carreira jornalística. A logomarca foi substituída em 1990, quando a propriedade do jornal já não estava mais nas mãos da família Lisboa.
Dois anos depois, em 1886, o jornalista Alberto Sales -irmão do futuro presidente da República Manuel Ferraz de Campos Sales (15.11.1898 a 15.11.1902)- também deixa A Província e vai para o Diário Popular.
Desde o seu primeiro número, o jornal era declaradamente abolicionista e republicano. A maioria dos jornalistas da época, como descreve Nélson Werneck Sodré na sua História da Imprensa no Brasil , era ligada às lojas maçônicas. A Maçonaria desde o século XVII funcionava, em Portugal e no Brasil, como um partido político ligado ao liberalismo, ao positivismo e aos ainda ressoantes ideais da Revolução Francesa, de Liberdade, Igualdade e Fraternidade, canalizando assim a garantia das liberdades individuais.
Como "articulista de fundo", no jargão jornalístico daquele tempo, o jornal contava com Aristides Lobo, que proporcionou ao jornal o "furo" nacional da Lei Áurea, já na edição vespertina de 14 de maio de 1888, um feito para a época.
Foi no Diário Popular fundado por José Maria Lisboa que Aristides Lobo escreveu o famoso registro jornalístico sobre a ausência de participação popular na Proclamção da República: O povo assistiu àquilo bestializado, atônito, surpreso, sem conhecer o que significava. Muitos acreditaram seriamente estar vendo uma parada, em artigo escrito no próprio dia 15, e publicado no "Diário Popular" de 18 de novembrode 1889.
Com a Proclamação da República, Américo de Campos foi nomeado cônsul do Brasil em Nápoles Assim, Sales e Campos venderam sua parte na sociedade a Lisboa e tomaram rumos essencialmente políticos, deixando o jornalismo.
A Redação do Diário Popular funcionava em edifícios do centro de São Paulo, sucessivamente na rua do Rosário (hoje João Brícola), na rua do Carmo e na rua Major Quedinho, 28; neste último endereço, numa elipse da história, no mesmo prédio em que durante anos esteve instalado O Estado de S. Paulo.
Jornal simples, caracterizava-se pela inclusão de inúmeros pequenos anúncios, voltados para a procura de empregos e empregados e oferta de negócios menores, fato que garantiu independência de grandes anunciantes. Fazia jus ao seu nome e tinha razoável tiragem e uma reputação de diário descomprometido, honesto e financeiramente sólido. Tanto que o historiador Afonso de Freitas indica-o como "o mais popular de todos os periódicos da capital, principalmente entre as classes menos favorecidas". Os argumentos do historiador são o preço e a facilidade de acesso às colunas do jornal quando se tratava da defesa de idéias "justas".
Com essa linha editorial, o jornal manteve-se na quarta posição entre os jornais paulistanos até a década dos 1980. Em 1988, Rodrigo Lisboa Soares, bisneto de José Maria Lisboa, o fundador, vendeu o jornal ao grupo empresarial do político Orestes Quércia. Em 2001, mudou novamente de mãos, sendo adquirido pela empresa que edita O Globo e rebatizado com o nome de Diário de S. Paulo, título que antes pertencia aos Diários Associados.
MORTE
Faleceu em São Paulo
Fonte: pt.wikipedia.org
Formatação e pesquisa:HRubiales

Reformatado: 30.11.2009

ALESSANDRO VINCENSO SICILIANO (CONDE)-Arte Tumular - Cemitério da Consolação, São Paulo


Vista da entrada

Vista frontal

Vista da figura feminina

Detalhe

Detalhe do rosto

Leão coroado com a cruz

Colunas laterais

Leão guardião lado esquerdo

Guirlanda
ARTE TUMULAR

Magnífico complexo escultórico em mármore de carrara em estilo assírio-babilônico. O sepulcro
têm a monumentalidade de uma capela privada, onde o autor expressa uma concepção estética da morte. Simboliza a introspecção, a entrega, o recolhimento e a dor. Retrata uma religiosidade conformista, de descrença na vida, de fragilidade completa em face da morte. Ocupando a área de um terreno, um pequeno caminho em granito marrom ajardinado nas laterais dá acesso à capela, onde destaca-se sobre o degrau uma guirlanda de bronze envolvida por um manto entrelaçado com o nome e datas em homenagem ao Conde, representando a vitória. Possantes lões guardiães, símbolo da vigilancia e adorado pelo povo assírio, estão colocados, um de cada lado, de onde partem pilares que terminam com alegorias a leões, que por sua vez sustenta a cobertura em forma curva. Encimando essa cobertura, mais uma vez aparece a figura de um leão coroado com uma cruz floreada. Na entrada, uma porta decorada em bronze, de duas folhas dá acesso ao interior. Da parte superior da porta , de cada lado, erguem-se pilares decorados que sustentam a cobertura do portal. Sobreposta ao portal da capela, um figura feminina encostada num esquife, com um manto cobrindo-lhe o corpo, numa posição de lamento e com os braços abertos parece dizer algo. Provavelmente a mais sombria das esculturas do cemitério, onde tenta transmitir alegoricamente a profundeza da dor.
AUTOR:Amadeu Zani (Rovigo,Itália 1869- Niteroi 1944)
LOCAL: Rua 22, terrenos 3 e 4
Fotos: Explorart, zwart1, Simone
Descrição tumular:HRubiales

PERSONAGEM
Alessandro Vincenzo Siciliano (San Nicola Arcella, 17 de maio de 1860 — Rio de Janeiro, 19 de fevereiro de 1923) foi um industrial ítalo-brasileiro.
BIOGRAFIA
Casou-se com Laura de Melo Coelho, mais tarde "condessa Siciliano", membro de importante família da aristocracia paulista. Foi agraciado com o título de conde papalino, em 1916, com título obtido do Papa Benedito XV. Foi industrial, um dos donos da Companhia Mecânica e Importadora, e banqueiro. Propôs, em1903, um consórcio de exportadores de café que levantariam fundos com banqueiros europeus para financiar a retenção de estoques, conter a queda nos preços e promover a valorização do
produto. Adotada pelo governo de São Paulo, essa proposta se materializaria no chamado Convênio de Taubaté, em 1906, um acordo entre os governos de São Paulo, Minas e Rio de Janeiro, os três maiores produtores. O Convênio ficou mais famoso do
que seus resultados, que não impediram a crise do café, de 1929, por falta de mercados, decorrência da crise econômica mundial daquele ano.
Entre os descendentes do casal está a ex-prefeita de São Paulo, Marta Suplicy.
MORTE
Morreu em São Paulo aos 63 anos de idade.
Fonte: pt.wikipedia.org
Formatação e pesquisa: HRubiales

Reformatado: 30.11.2009